
Tempo ocioso é uma merda.
Quando se está parado, é ai que começam as cobranças.
O que fazer neste tipo de momento? Segue a pergunta retórica. No meu caso, paro, visito algum lugar interessante, na internet, é claro, leio algo cultural e significante, algo que possa vir a ser útil em alguma conversa de boteco ou como referência. Depois… Bom, uma coisa que nunca falha é o poder de auto-perdão e preservação da consciência de cada um, e sim, é aquela consciência parecida com o grilo falante do Pinóquio… Concluindo, depois de minha visita à porta da cultura, pratico (eu e o brasil) a célebre masturbação mental, ou seja, visito sítios dos blogueiros infames e me divirto por alguns instantes com um entretenimento de 5ª categoria. O tipo de humor Chevy Chase mesmo, cheio de desastres e estripulias.
Ao fim desta Odisséia, volto à minha cobrança pessoal.
Sou uma comédia então, não? Eu, vc, eles, nos ludibriamos freqüentemente no dia-a-dia. Quando lavo louças, por exemplo, um bem estranho, é claro que é uma rara ocasião, mas vejam só: quando tem muita louça, visto a camisa de pró meio ambiente, viro um eco-chato e completo todas com uma boa camada de espuma de detergente, empilho toda a louça e, por fim, quando estão todas prontas para serem enxaguadas, ligo a torneira e finalizo meu trabalho. Agora, quando tem 2 pratos e 1 copo, outro exemplo, não dou a mínima, deixo a torneira aberta e começo a fazer tudo ao mesmo tempo. Para economizar tempo mesmo…
E qual é meu ponto afinal?
Nem um. Na verdade acho que nada de moralista possui este meu argumento, inclusive pode até ser considerado como uma estúpida tentativa de educar-vos e a mim. Oras, somos todos mestres da hipocrisia! Até Jesus já deve ter cometido uma dessas quando pego despercebido… Exagerei, a intenção é a que vale.
Mas o que é muito louco, é que nós estamos sempre nos perdoando, e aceitando as “pisadas na bola”. Já se foi aquele tempo em que a fibra moral era algo de valor. Hoje, existe tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, que ninguém presta 100% de atenção no que os outros dizem. E isto pode ser considerado um benefício, quando caímos na contradição, ninguém percebe. Bom….eu percebo, pelo menos os meus momentos, de proeza derrocada.
Já parou pra pensar em quantas vezes cometeu este tipo de coisa? Perdeu a conta? Se não….é um mentiroso contumaz, ou, Chuck Norris.
Por arbitrariedade poderia considerar isto como um buraco na Inteligência. Ou uma inserção de burrice.
Eis meu exemplo favorito: No edifício em que trabalho, no que resido e nos demais, periodicamente, todos os extintores devem vistoriados, por questões de manutenção. Já os bombeiros, ou quem administra este tipo de coisa (acredito que sejam os bombeiros mesmo) retiram todos de uma vez, todos, com a finalidade de acelerar o processo, ou poupar mais de uma viagem. Então ficamos um dia inteiro vulneráveis a um incêndio. Eu sei que não é a coisa mais comum do mundo, um edifício pegar fogo, mas não é uma tremenda burrice? Se pegar, fudeu (achei engraçado agora, o auto-correct opotou por Fídel ao invés dessa palavra…dá na mesma).
Culpa do buraco na inteligência, ou inserção de burrice… Deve ser algum momento de falta de oxigênio sabe… uma falha instantânea na matriz.
É o mesmo que apertar o botão do controle remoto com força, quando está sem bateria, quando pausamos uma musica e uma hora depois percebemos que ela ainda está pausada, quando entramos na farmácia apenas para nos pesar, no fim do ano dizer sempre que o ano passou rápido, responder “não” quando alguém lhe pergunta se está “tudo bem” apenas para puxar assunto, tentar encarar o sol sem óculos escuros para ver a diferença…….e assim vai.
Eu acho que devíamos achar isso uma coisa bonita, no final das contas. Pois mostra o quanto no fundo, somos iguais. Pessoas apenas.
Vamos ver aonde cheguei. Quando estamos sozinhos, nos cobramos. Quando nos cobramos, resolvemos tomar atitude (a maioria, seria melhor se nunca fossem tomadas). Quando tomamos atitude, nos perdoamos. Quando perdoados, somos livres para fazer o que quisermos. Quando livre para fazer o que quisermos, fazemos merda. Quando estamos sozinhos, lembramos que fizemos merda.
É o ciclo mais estúpido que já imaginei. Mas é exatamente como ocorre nas grandes maiorias.
Então hoje fecho meu post com uma conclusão que se equipara a elaboração do texto. Bonita, um pouco desfalcada e irônica.
Eu queria escrever mais sobre isso, dá pra fazer um livro até….mas no momento não estou com muito tempo livre. Tenho alguns sites culturais que quero ver. E bobagens, é claro.
Oras…..falo muito sério.
E você? Já cometeu alguma inserção de burrice hoje?
Eu Tb não…