Há quanto tempo não venho a postar em meu tão querido Word Press.
Minha ausência pode ser determinada pela preguiça. Mas não a preguiça de vagabundo, mas uma preguiça mais típica, a preguiça que acarreta um certo “medinho”.
Uma vez li algo que um professor meu escreveu em uma coluna da Ilustrada, ele dizia: ”Para o “homem fóbico”, as mulheres ficaram egoístas e insensíveis, não valem investimento”.
Se refletirmos, a afirmação faz completo sentido. Mas é óbvio que não estou falando de mulheres, muito menos em investimentos às mesmas. O meu ponto é bem mais simples do que isso. Sou um “blogueiro fóbico”. Creio que nunca ouviram esta expressão antes. Que diabos é um “blogueiro fóbico”? Você deve estar se perguntando. Bom, acho que não existe uma definição concreta para isto, mas como propus a questão, é minha obrigação dar esta satisfação.
Para começar, uma das fobias mais comuns é desperdício de tempo, afinal, quem não tem medo de jogar tempo fora? No trânsito, no trabalho, na boate, em viagens, em todo lugar. Tempo desperdiçado, só se for premeditado.
Além disto, ao longo dos blogs que visito dia após dia, vejo muita redundância. O usuário discute algo, mas não chega a ponto algum, não que isto seja algum tipo de regra, mas neste caso, ao menos crie propostas, não é? O fim não é necessariamente o desfecho. Em alguns casos, pode até ser o incomodo. Confesso que me animo muito ao ver uma obra inacabada ou uma proposta ao fim da mesma, nos faz exercitar a mente, desenvolver através do contexto. Pois bem, prefiro uma proposta do que um final vazio.
Também tenho medo de errar em público. Eu, você, o Brasil e além. Acho vergonhoso quando alguém faz algum erro crasso de conjugação ou de gramática quando se está publicando algo, além de anti-profissional, é constrangedor. Mas vale ressaltar que já cometi este tipo de erro algumas vezes, como todo ser humano, principalmente verbalmente, já até perdi a conta de quantas vezes cometi este tipo de equivoco em algum diálogo. Enfim, devemos nos atentar ao que escrevemos antes de apertar o enter, mesmo que seja uma públicação pífia.
Eis três das minhas fobias ao postar em blog, além destas temos o plágio, a insegurança de não saber exatamente do que se está falando, a invasão de privacidade alheia, etc. (Etc é minha alternativa para qualquer tipo de ocasião, também existe “e mais”, “entre outros”, “e assim vai”, “e os restantes”, mas me alicio com et cetera, me lembra tempos de colégio)… Se continuar falando sobre isso, estarei enrolando meus leitores, acredito que não passam de 5 em números.
O meu ponto é, devo ser menos fóbico na vida, tanto com mulheres, quanto empregos, carreira, universidade, relações inter-pessoais, não pessoais, e é claro: etc.
A essência de um indivíduo que vive bem é a capacidade de se jogar em qualquer local ou situação sem pensar nos pormenores que poderão promover decepção e tristeza do mesmo. Se quero ser um redator, um crítico cultural e possivelmente algum dia professor, devo expor minhas idéias ao público, não apenas em conversas privadas com amigos próximos que também gostam de discutir sobre pensamentos, política, música, cultura, futuro; sem ter vergonha de falar patetices. E aqui estou. Dizendo o que se passa, mesmo que seja para eu mesmo ler em outros dias para lembrar-me do que exatamente estava pensando naquele exato momento.
Esta é a máquina fotográfica de meus pensamentos
Estou de volta.